Carnaval 2027

Um rio de sonhos na capital da amizade

Em 2027 a Unidos de Jucutuquara homenageia o município de Montanha, no norte do Espírito Santo: a Capital da Amizade, sua gente, suas tradições rurais e a mais festejada carne de sol do Brasil.

Samba-enredo 2027

Um rio de sonhos na capital da amizade

Ricardo Bernardes, Artur Kadratz e cia.

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Sinopse do enredo

Nosso lugar nasceu simples e em passos lentos, com ruas de terra e casas de palha e de cavaco. Era um lugar, um traço, um carreiro beira água, se muito um comércio, um comercinho. Bendito Comercinho da Palha. Tudo feito de sonhos que cabiam nos olhares de uma gente que em cada esquina guarda uma lembrança, em cada rosto uma história, em cada voz a memória de um tempo. Mãos que trabalharam, famílias que resistiram e gerações que nunca desistiram e que transformaram dificuldades em força e distância em união. Tempos que do pouco se fez muito. A densa mata, o rio que batiza, a natureza exuberante e bela e a delícia de descansar da lida sob frutíferas frondosas e ver o sol se pôr na tarde sonolenta. O tempo é um poeta fugaz que conduz o espetáculo das horas, vira a página sem perguntar. Primeiros motores, primeiros traçados. Aos poucos o verde e os bichos vão dando lugar às primeiras vendas e botecos, às moradas de barro. Construções à base de taipas e enchimento de tijolinho massado, coberto de telhas cumbucas, morada de corujas, sabiás e carijós. Outros tempos vão chegando nestas bandas que emana leite e mel.

Nossa gente labuta e se junta aos que vem de todo o lugar: da Bahia, das Minas e das Geraes. O lazer e o progresso trotam sobre cavalos e mulas, bons de arado e de sela. Na parte mais alta do nosso lugar, onde a luz elétrica ainda tardou chegar, grotescas ladeiras que mui robustas nunca findam, vão sendo ocupadas por igreja, feira, cartório, loja, e aquele pequeno traço vira Fundão. Ainda mais acima, nosso pequeno quilombo urbano traz a marca de ocupação do povo preto que trabalha de sol a sol e que não esquece de celebrar e festejar cantando e dançando, de se curar se benzendo e fazendo ecoar sua cultura e seus costumes.

Assim o antigo Comercinho de Palha se tornou Montanha abençoada pelo badalar dos sinos da Igreja Matriz de Nossa Senhora Aparecida, donde se avistava as três montanhas e o carreiro beira dágua. Nosso povo amigo e hospitaleiro ainda tem na memória os encontros e festanças no antigo mercado redondo, as tardes e noites nos botecos da cidade, para um trago pra relaxar, uns tira gostos pra alimentar o corpo, uma jogatina pra descontrair e um forró “tábua solta” pra chamegar. Agenda cumprida a risca pelo povo do meu lugar.

Fantasias e alas comerciais

Cada ala conta uma história

Clique em “Ver” para abrir as fotos da fantasia e escolha a ala em que você quer desfilar com a Coruja.

Mutirão de Taipa

Nosso lugar nasceu simples: as primeiras moradas de barro, construções de taipa e tijolos massados.

O progresso veio a cavalo

O lazer e o progresso dos primeiros habitantes trotam sobre cavalos e mulas, bons de arado e de sela.

Herança do Quilombo

A ocupação também é do povo preto, que trabalha de sol a sol e que não esquece de celebrar e festejar.

Procissão de fé: Romeiros

O sino da Matriz, a missa e o agradecimento em procissão pela vida.

Café com Prosa

Cidade com tradições rurais, costumes do interior, como aquele café com bolo e um bom bate-papo.

Lida do Gado

Mãos que trabalham, gerações que transformam dificuldades em força para cuidar de uma das riquezas dessa terra.

Ouro Salgado

O nosso tesouro, maior orgulho, a mais festejada da região, do Estado e do Brasil: a nossa carne de sol.

Carne de Carnaval

A capital da amizade celebra a união da sanfona e da zabumba com os surdos e tamborins. Jucutuquara festeja Montanha.